Desde pequena, achava muito engraçado o que diziam "Ser mãe é padecer no paraíso (e ser pai é padecer no prejuízo)". Depois de crescida, sempre me imaginava grávida, como eu agiria com meus filhos, pequenos ou grandes, sonhava e divagava sobre como seria minha vida de mãe. Um dia, o momento chegou. Quando vi meu primeiro teste de farmácia "positivo", tudo passou a fazer sentido pra mim. Toda a luta, todo o esforço, toda a vontade de viver bem e fazer desse mundo um lugar melhor; o sentido da vida se tornou claro pra mim naquele momento. E agora, cá estou eu, padecendo no paraíso, com meus dois anjos.


Lilypie 5th Birthday Ticker

Lilypie 2nd Birthday Ticker



Chris padecendo com Cecília


Dani padecendo com Ana Julia


Daniela padecendo com Vinícius e Rafaela


Fa padecendo com Pi e Bebezinho


Fabi padecendo com Bárbara e Beatriz


Greice padecendo com Mariana


Isabella padecendo com Beatriz


Karina padecendo com Pedro


Kátia padecendo com Felipe e Lucas


Letícia padecendo com Thierry e Fabrício


Rose padecendo com André





Aconteceu assim...





Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

Fotos, como prometido


Mariana falando ao telefone com algum amigo imaginário. Imagina quando for real!!


Gabriel, que adora um banho


Ele até tem uma cara meio fechada...


...Mas também sabe dar boas gargalhadas!


A tia com os sobrinhos


A família, quase completinha.

Padeeeeece, filha! 11:49 AM



Quarta-feira, Janeiro 23, 2008

Ai, as férias...

Pois é. Estava de férias na casa dos meus pais no interior, mas não dou conta dessa vida. Só um dos andares da casa deve ser maior que meu apartamento, não lavei um prato, fiquei de folga a semana toda... mas que saco! Não consigo ficar longe do Guto, muito menos sem internet e TV a cabo e vendo o DVD da Turma da Mônica mais ou menos umas 5 vezes por dia, hohoho. As crianças eu nem contava muito, porque eu estava com uma falta de paciência daquelas (dieta, sem o Guto, com meu pai comprando doces, carnes e etecéteras, minha mãe fazendo broas e bolos deliciosos... ah, puxa vida!) e eles estavam muito mais afins de brincar e ficar com os avós que aguentar a mãe estressada, rs. Mas foi bom, vi minha irmã e conheci meu sobrinho super fofinho e cheirosinho. Pude constatar que amor de tia é quase igual amor de mãe, com a diferença de que você pode mimar e de madrugada não é você que acorda pra dar de mamar e trocar a fralda, hahahaha. A paixão é instantânea, principalmente quando vi nele os traços claros da minha irmã... me lembrei de quando ela era bebê, do nariz e boca idênticos, do cabelinho igualzinho, do formato do rosto... me lembrei de coisas boas da minha infância, da época que ela nasceu, uma delícia.

In the other hand, acabei me envolvendo com um assunto familiar recorrente, uma pedrinha no sapato que incomoda de vez em quando. Por mais que eu queira me manter longe dos casos dos outros, impossível não sofrer vendo os pais da gente sofrerem, assim como é impossível pra mim não sofrer vendo meus filhos sofrerem. Eu detesto gente medrosa que gosta de se manter perto o suficiente pra poder jogar pedras e longe o suficiente pra não apanhar. Quer ficar perto, fique e assuma os riscos de ter que conviver em família. Quer ficar longe, fique e assuma os riscos de não fazer mais parte dela. Cada um na sua, mas assumindo sua condição e sendo coerente com ela.

Enfim, cada um tem um karma. Depois eu volto com as fotos.

Padeeeeece, filha! 1:36 PM



Quarta-feira, Janeiro 09, 2008

É Carvaval, é samba a noite inteira...

Pois é, meninas, já que o Reveillon foi chato e eu gosto de aprender com os erros e não relembrar os erros, vamos tocar pra frente. O Carnaval ainda não chegou, mas aqui em casa já estamos esquentando os tamborins, hohoho. O aniversário do Dudu vem aí e, como o sábado mais próximo do aniversário dele vai cair no sábado de Carnaval, então o tema vai mudar de Shrek para Carnaval. Não é sempre que a gente tem essa sorte, né? Rsss. Eu, particularmente, detesto carnaval, mas adoro a idéia das matinês, que a gente vestia uma fantasia (ou não), ia prum clube qualquer e ficava a tarde inteira jogando confete sujo na cabeça dos outros, hahahaha. E aí a festa vai ser isso mesmo: confete, serpentinha, marchinhas de carnaval e um monte de adultos de máscaras relembrando os velhos tempos, hehehehe. A decoração vai ser, obviamente, bem colorida e cheia de brilho, de lantejoula, metalóide, etc e tal. Normalmente eu escolho duas ou três cores pro tema, e dessa vez escolhi cinco. Já estou com tudo planejadinho aqui na minha cachola, só falta executar.
Como já é tradição, vou colocar aqui o primeiro item a decoração a ficar pronto: a máscara do Guto. O tema é o time pro qual ele torce, alguém adivinha qual? Só mais uma dica: ele não é mineiro, é paulista, rs.

Padeeeeece, filha! 11:57 AM



Quarta-feira, Janeiro 02, 2008

Eu aprendo, mas não muito

Depois do Natal "revelador", veio o Ano Novo "mas você não aprende mesmo...". Um casal de amigos não tinha o que fazer, e acabamos combinando de passar a virada juntos. Na verdade, o casal não é amigo não, o cara é que é amigo, porque a "esposa" é uma emo de 18 anos (o marido tem 28) que ainda não percebeu que existe vida além do umbigo dela. Agora, aos fatos:

Eu não aprendo #1: No Carnaval do ano passado, o Casal Maravilha veio ficar conosco. Honestamente, foi muito constrangedor. Eles chegaram, sentaram no sofá e ficaram lá, namorando. Eu e Guto fomos almoçar e ela não quis, então ele "resolveu" não querer também. E foi assim, eu e Guto conversando, fazendo nossas coisas e os dois sentados no sofá, durante todo o tempo. Era como se estivéssemos sozinhos em casa, com a diferença de que dois lugares no sofá estavam ocupados. O tempo foi passando, e a mumia, que antes morava em outro estado, veio para BH para estudar, fazer vestibular, essas coisas que a gente faz com 18 anos. Aí aconteceu que ela teve um problema qualquer na república onde estava e eles resolveram morar juntos. No mês passado fomos visitar a casa deles, e foi ligeiramente divertido, ela ainda estava meio esquisitinha mas parecia que tinha sido só uma primeira impressão (eu não disse, mas desde que eles se conheceram aconteceram vários eventos interessantes, como ela crises, tardes no hospital, vomitos de sangue e desmaios a qualquer sinal de que ele tinha uma vida além dela). Então, voltando ao Ano Novo, como eles não fariam nada e nós também não tínhamos planos, combinamos de ir a um restaurante aqui perto, o que é mais ou menos o fato do "Eu não aprendo #2".

Eu não aprendo #2: No Natal, eu percebi que nós não precisávamos estar com ninguém pra sermos felizes... mas aí os vizinhos - os mesmos do Natal - disseram que iriam pro mesmo lugar que nós, então concordamos de ir todo mundo junto. Quando chegou a noite, disseram que iriam para o restaurante às 21 horas. Eu disse que seria complicado, pois ficar num restaurante mais de 3 horas era inviável pras duas famílias; eu por ter crianças que ficam difíceis de manter animadas e controladas depois de 3 horas num restaurante, e eles pois tinham uma mulher que fez uma cesárea dia 10 de dezembro e ainda sentindo muuuuuitas dores (eu nunca fiz cesárea, então, me digam, demora tanto assim pra parar de sentir dor?? Sou muito mais um parto normal, que dói na hora, e só), e seria difícil pra ela ficar tanto tempo no restaurante. Disse que ir passar o Ano Novo no restaurante e voltar pra casa aos 10 minutos do Ano Novo era chato. Aí o chefe da família (eram ele, a mulher, a mãe, a avó, um filho adolescente e o recém nascido) disse: mas se a maioria do meu pessoal quiser voltar pra casa meia noite, eu volto. (...) Previ a porcaria de festa que seria, mas às 20 da noite não dava mais pra mudar os planos. Como eu e Guto planejamos desde o começo, saímos às 23 horas, chegamos no restaurante e mais ou menos 15 minutos depois o Casal Maravilha se levantou e disse que "iam ali". Os vizinhos já estavam com cara de sono (...). Comemos qq coisa, deu a meia noite, tentamos ver os fogos da Lagoa da Pampulha (mas não deu...). Como previsto, 10 minutos depois da meia noite eles estavam pedindo a conta. O Casal Maravilha, que estava namorando do lado de fora, no escurinho (eles moram juntos, sozinhos, num apartamentinho só pra eles, com uma cama de casal só pra eles e sem televisão), resolveu voltar pra dentro do restaurante na hora que estávamos levantando pra sair. Pagamos a conta e fomos embora. Quando chegamos em casa, eu não via a hora do Casal Maravilha ir embora pra eu dormir, porque depois da enorme frustração, da chateação desnecessária com o casal que, cá entre nós, era melhor ter ficado sozinho na sua casinha que vir atrapalhar a festa dos outros, e do sono incontrolável dos vizinhos, eu só queria domir e esquecer o acontecido.

Meu propósito pra 2008 é deixar de ser besta e viver a minha vida com meu marido e meus filhos do jeito que eu quero, e não cedendo à noção de "festa" dos outros.

Padeeeeece, filha! 4:12 PM