Desde
pequena, achava muito engraçado o que diziam "Ser mãe é padecer no paraíso
(e ser pai é padecer no prejuízo)". Depois de crescida, sempre me
imaginava grávida, como eu agiria com meus filhos, pequenos ou grandes,
sonhava e divagava sobre como seria minha vida de mãe. Um dia, o momento
chegou. Quando vi meu primeiro teste de farmácia "positivo", tudo passou a
fazer sentido pra mim. Toda a luta, todo o esforço, toda a vontade de
viver bem e fazer desse mundo um lugar melhor; o sentido da vida se
tornou claro pra mim naquele momento. E agora, cá estou eu, padecendo no
paraíso, com meus dois anjos.
Eu não sei dizer exatamente como foram os Natais na minha vida na minha infância. Eu me lembro que eu queria muito que tivesse ceia na minha casa, ou que a minha família fosse cear na casa de outra família, mas isso nunca acontecia. Na verdade, chegou a acontecer uma vez, fomos cear na casa de uma tia, um casal sem filhos. Eram apenas as duas famílias, e no dia tive a sensação de que eu e minha irmã éramos o sentido daquela reunião, éramos a alegria do evento. Nunca mais houve outra ceia, e desde então foi sempre assim: "janta" comum antes de meus pais irem pra Missa do Galo, cama, frustração, presentes no dia seguinte, almoço de domingo normal no dia 25. Era legal, mas pra mim, era só um domingo com presentes de manhã. Aí, eu saí de casa. E meus Natais passaram a ser eu sozinha vendo os especiais de Natal da Globo. Aí eu me casei e aprendi a cozinhar. E aí já tinha a Mariana, e eu não queria que os Natais dela fossem como os meus, então eu comecei a passar os Natais na casa dos meus pais e fazer as ceias. Era bom, era muita gente, era uma família reunida e feliz, celebrando uma data especial com as pessoas queridas por perto, mas mesmo assim era estranho. Meus pais definitivamente não são de ceia, eles comem demais e não conseguem dormir direito, apesar de estarem mortos de sono por terem ficado até tarde "esperando pela comida". Tentei algumas vezes fazer esse Natal em família funcionar, mas não achava legal só eu fazer força pra funcionar. Aí resolvemos passar o Natal em casa, mas eu ainda não estava muito convicta disso porque somos uma família pequena, e eu ainda estava pensando no pessoal reunido, muita gente, muita comida, muita festa. Ficamos em casa e resolvemos fazer a ceia em conjunto com alguns amigos, na casa deles (que é no apartamento de porta com o nosso, rs). Foi bom, a comida estava ótima, mas uma ou outra pessoa (de outra família, não da nossa) estavam cansados, ou doentes, ou com dor, ou sei lá o quê... e aí, na hora dos presentes (de noite sim, porque os pais são mais ansiosos que as crianças, e queríamos que eles ficassem o resto da noite ocupados e se divertindo, e não entendiados com o papo dos "adultos"), viemos pra nossa casa e foi aí que vimos a festa acontecer. A cada presente que abriam, a gente via na carinha deles o sentido da reunião, da ceia, da festa, da celebração: a alegria. Não só pelos presentes, claro, mas a alegria de estar junto, a alegria de se esforçar em fazer quem amamos felizes, a alegria de estarmos bem, com saúde, a alegria de termos filhos lindos, espertos, inteligentes, a alegria de (eu e Guto) estarmos juntos e felizes, a alegria de viver bem, a alegria de termos uma família maravilhosa, a alegria de sermos uma família feliz por estar junto o ano todo e celebrar isso no Natal, e não fingir que somos felizes no dia 24 só porque é Natal.
Foi aí que eu percebi que não precisamos nos esforçar pra passar o Natal com nenhuma outra família pra sermos felizes, e que um Natal legal não depende de onde estamos. Não vamos pensar em quem não está e buscar a alegria onde não estamos, vamos sim pensar em quem está conosco e trazer a alegria pra onde estamos. Dessa vez eu consegui.
Padeeeeece, filha! 9:51 PM
Segunda-feira, Dezembro 17, 2007
Carta para o Papai Noel
Padeeeeece, filha! 1:09 PM
Quinta-feira, Dezembro 13, 2007
Dingou béu, dingou béu, acabou o papéeeeel.... (moeda, hahahaha)
Voltando das compras de Natal! Ueba! Gastamos um tanto bom, estamos esperando pagar o cartão de crédito pra gastar outro tanto (Letícia, eu vou te pagar assim que os meninos entrarem de férias, tá?? Rss). Mariana tinha pedido uma Mobility cheff. Procuramos por todos os lugares, mas não achávamos de jeito nenhum, nem na Hi Happy, nem nas Americanas, nem pela internet, naaaada, aí achamos na Leader. Mas, na hora que vimos o tal do brinquedo, conhecendo bem a minha garota, achei que ela ficaria decepcionada. Primeiro, ela se apaixonou pela Acqua Brink porque saía água de verdade. Depois vimos a Geladeira numa loja e ela se encantou de novo. Mas no dia que ela viu o comercial com geladeira, pia, fogão e tudo mais que virava uma maletinha, ela queria porque queria a tal. Mas, como disse antes, na hora que vimos o tal brinquedo maravilhoso, achamos que seria muito mais divertido se ela ganhasse a geladeira mais legal e uma pia que funcionasse. Acho que a mãe vai brincar mais que a filha, hahahaha.
Pro Dudu, já estava decidido desde sempre: um triciclo. Mas aí o Guto achou que era injusto ela ganhar dois e ele um só, então, como ele vive fuçando nas ferramentas do pai, achamos que ele gostaria dessa caixa de ferramentas.
E foi assim que estouramos o limite do cartão (pelo menos até a gente pagar a fatura desse mês, aí a gente estoura de novo, hahahaahaha).
Padeeeeece, filha! 4:02 PM
Terça-feira, Dezembro 11, 2007
Apresentação de Final de Ano!!!
No backstage, se preparando
Minha galinhazinha dançando (a fantasia é feiosa, mas na última hora foi o que achei, rs)
Padeeeeece, filha! 8:05 PM
Segunda-feira, Dezembro 10, 2007
Quem precisa de parentes? - Post editado
Não quero mais pensar no que me incomoda. Pode ser até eu esteja correndo da raia, mas isso é temporário pra eu voltar ao meu estado normal. Passei por um período de chateações e constrangimentos em série, quero paz e sossego no meu coração.
Mudando completamente de assunto, Mariana vai mudar de escola ano que vem. Entramos no sorteio das vagas para a creche da UFMG e ela foi sorteada. Eduardo não foi, mas está como primeiro excedente na faixa etária dele. Mesmo que ele não vá, ela vai porque a escola é muito boa, a proposta pedagógica é muito bacana e cobre algumas (as principais) falhas da outra escola e eu não pago nada, nada, nada, nem lanche, nem material escolar, nem coisa nenhuma. É menos perto de casa (não dá pra ir à pé como a outra), mas a gente arruma um escolar e tá tudo certo.
Hoje vai ser a apresentação de final de ano da Mariana, e isso significa que mais tarde tem fotos novinhas, hehehehe.
Padeeeeece, filha! 7:32 PM
Domingo, Dezembro 02, 2007
O Natal vem aí!
Estou muito feliz hoje! Mariana já está grandinha, então resolvemos esse ano comprar nossa árvore de Natal. Minha Nossa Senhora protetora dos cartões de crédito vai entrar nas minhas orações, pois dezembro ainda nem começou e já estamos controlando o limite do cartão, mas ficamos tão felizes com nossa árvore e nosso apartamentinho decorado pro Natal... vale a pena o esforço.
Vim aqui mesmo só pra contar isso. E pra contar que estou entrando de férias dia 07, e que vou visitar todo mundo e deixar esse blog em dia nas férias. E também vim pra estrear a versão de Natal do blog, que é a mesma do ano passado, mas é Natal! É igual árvore: é a mesma todo ano, mas tem sempre o ritual de montar a árvore, colocar a guirlanda na porta, etc e tal. Beijos a todas, saudades.
E qual a graça de montar a árvore e não ter a ajuda dos maiores presentes que recebi na vida??