Desde
pequena, achava muito engraçado o que diziam "Ser mãe é padecer no paraíso
(e ser pai é padecer no prejuízo)". Depois de crescida, sempre me
imaginava grávida, como eu agiria com meus filhos, pequenos ou grandes,
sonhava e divagava sobre como seria minha vida de mãe. Um dia, o momento
chegou. Quando vi meu primeiro teste de farmácia "positivo", tudo passou a
fazer sentido pra mim. Toda a luta, todo o esforço, toda a vontade de
viver bem e fazer desse mundo um lugar melhor; o sentido da vida se
tornou claro pra mim naquele momento. E agora, cá estou eu, padecendo no
paraíso, com meus dois anjos.
Hoje vou falar de mim. Esses dias de férias sem o Guto e com pessoas que ficam com meus filhos a maior parte do tempo, tenho ficado sozinha e, por incrível que pareça, não tenho pensado na minha vida, nem por um minuto. Acho que nesses últimos tempos tenho até me sentido meio sufocada pela minha própria vida! Coisa estranha, mas é assim que eu me sinto. O tempo todo ligada em um monte de coisas e o tempo todo querendo me dar um pouco de atenção, acabo não me sentindo, e sim me "pensando racionalmente". Não paro muito pra "sentir" o que eu quero pra mim por falta de tempo, então a minha forma de me dar atenção é, no intervalo de uma coisa ou outra, pensar no que seria bom pra mim no momento. Claro, nem sempre acerto, mas tenho conseguido ser feliz, não tanto quanto gostaria, mas o suficiente pra esperar as férias e organizar meus sentimentos de mim para migo mesmo, rs.
Num desses últimos arroubos de amor por mim, percebi uma coisa muito séria que vem acontecendo comigo há tempos. Tenho muito, muito medo de engravidar. Considerando a facilidade com que isso acontece comigo, não é um medo infundado. Não confio em métodos anticoncepcionais, em nenhum deles, nem camisinha (tenho uma amiga que engravidou assim...), nem pílula (não funciona bem comigo...), nem diafragma (nem se usa isso mais...), nem DIU (tenho medo de gravidez tubária), nem tabelinha (dispensa comentários...), nem menopausa mais me convence (meu marido é fruto de uma!!!). O resultado disso tudo é uma vida sexual esquisita, que sinto estar sumindo a cada dia. Amo demais o Guto, e talvez por isso mesmo cada beijo mais "demorado" acaba virando uma preliminar em potencial, tanto pra mim quanto pra ele. Nessas horas, começo a imaginar a minha vida com uma penca de filhos e eternamente grávida, e acredito que pra mim não exista balde de água fria maior. Ok, vamos então nos munir de todas as precauções pra não continuarmos botando crianças maravilhosas (nosso maior talento, hehehehe) no mundo: camisinha, pílula, tabelinha... francamente, não quero ter que passar o ritual das "loucas por uma gravidez" às avessas! Sexo só no dia tal, desse e daquele jeito, no dia menos fertil possível...
Claro, isso tudo seria evitado se eu fizesse laqueadura de trompas ou o Guto vasectomia, mas eu não estou muito disposta à laqueadura (confesso que não me agrada a idéia de passar por essa cirurgia) e o Guto não quer ouvir falar nem de longe na vasectomia. Quando penso nessa situação, sinto uma certa angústia, uma pontinha de desespero, uma tristeza estranha por não ser como a maioria das mulheres que consegue evitar tranquilamente uma gravidez.
Desculpem o desabafo, mas estou meio perdida, sem saber o que fazer. Não me digam pra procurar minha médica, ela vai me aconselhar a tomar uma maldita pílula que morro de medo que não funcione. E depois que eu já tiver outro lindo bebezinho na minha barriga, não venham me dizer que "onde comem 4 comem 5". Não falo de comida, falo de estrutura pra criar os filhos como acho que devem ser criados. Bah, vcs entendem o que eu estou falando, não é? Pois é. Se eu pudesse retirar e congelar todos os meus óvulos eu o faria, com certeza. Aí acho que a única questão que me incomoda no meu casamento seria resolvida. E seríamos ainda mais felizes pra sempre.
PS.: Post com grande possibilidade de arrependimento e edição, hehehe.
Padeeeeece, filha! 12:28 AM
Quarta-feira, Julho 19, 2006
Fééééééééérias, até que enfim! Chegamos aqui em SP segunda-feira à noite, ontem fomos no Playcenter e agora eu estou em casa à toa, completamente à toa enquanto o pessoal foi passear. Ai, que felicidade!!!!!! A única coisa meio chatinha é que o Dudu está se acostumando ainda com o ambiente, está meio gripadinho, mas daqui a pouco fica tudo bem. Mariana tem se divertido muito, e eu descansado. Estamos com saudade do Guto, mas superando bem, já que falamos com ele todo dia (santos msn e skype!!!). Ainda não consegui falar com ninguém direito, temos 3 adolescentes aqui que não nos deixam muito tempo no computador, hehehe. De qualquer forma, estou aproveitando minha folga. E já vou botar umas fotos das férias. Oba!
Eu, Raiana, Lucas e Caio, nessa ordem
Mariana e vovó Vera no Dumbo
Alguém me acha aí? Eu estava tirando a foto, hahahaha!